Assinala-se hoje o Dia Internacional da Mulher, em memória das corajosas mulheres, que em pleno século XIX, se bateram por melhores condições de trabalho, na Europa e nos Estados Unidos mas, sobretudo, para recordar que, um pouco por todo o mundo, ser mulher ainda é diferente de ser homem, no que a direitos diz respeito.
Ainda hoje, as mulheres trabalham mais e ganham menos do que os homens. Ainda hoje, há mais discriminação e mais violência sobre as mulheres, do que sobre os homens.
Não concordo nada com posições defendidas por algumas pessoas, segundo as quais, assinalar o "dia das mulheres" é, precisamente, passar um atestado de menoridade às mulheres. Acho importante vincar não só hoje, mas todos os dias, o importante papel que as mulheres desempenham na sociedade, como trabalhadoras, como mães, como prestadoras de cuidados aos mais velhos mas, acima de tudo, como mulheres e como indivíduos.
Para mim, igualdade de direitos não implica necessariamente que tenhamos que ser iguais aos homens em tudo ou ter exactamente o mesmo papel na comunidade mas esse é assunto que "dava pano para mangas" e que deixo para outro dia.
Hoje, quero mesmo saudar as mulheres de todo o mundo, felicitar as minhas amigas mulheres e celebrar o meu género, por que eu gosto de ser mulher!
Após as notícias que nos chegam do Chile, da muito óbvia devastação, da desordem, da falta de tudo um pouco, das pilhagens, importa falar das coisas boas que surgem em situações de enorme perda, da generosidade dos que se unem ante a necessidade.
Dos nossos familiares, chegam-nos os relatos dos vizinhos que partilham aquilo que têm: água potável, comida, o acesso a uma linha de telefone e dos camponeses, que levam às vilas o leite das suas vacas para as crianças, do trabalho incansável de bombeiros e outros profissionais que prestam socorro às vítimas.
Dos jornais, a notícia de uma família que passou toda a noite indicando aos automobilistas como chegar às suas famílias nas zonas mais afectas, após o corte de estradas e pontes.
Entre tantas notícias tão tristes, não perdemos a esperança na espécie humana e na capacidade que tem de se transcender.