Desde os anos 60, mais ou menos, os ocidentais começaram a rumar a oriente em busca da espiritualidade e da resposta às grandes perguntas "Donde vimos?", "Para onde vamos?" e "O que somos e o que fazemos aqui?"
Estes "pioneiros" foram os que vulgarizaram a ocidente práticas como o yoga, o shiatsu, a meditação, o reiki, entre muitas outras mais ou menos conhecidas.
Nos últimos anos, assistimos ao "boom" do orientalismo, em particular da procura de tudo o que tem origem na Índia e, aquilo que era a genuína busca do "eu" interior de uma minoria, vulgarizou-se e tornou-se numa "moda".
Hoje, toda a gente usa incensos, vai comer ao "indiano" e tem uma kurta...
Da minha perspectiva, isto tem vantagens e desvantagens. Se por um lado, esta avanlanche de "hindus instantâneos" veio desvirtuar e tirar muita da autenticidade do que por aí se vê de suposto artesanato indiano e de "especialistas" em cultura indiana de geração espontânea, por outro lado, veio restituir um pouco da dignidade a uma cultura milenar, agora admirada e estimada por milhares, retirada da sombra do "pitoresco" e do "exótico".
Pessoalmente, não sou nenhuma especialista, nem perto. Acho muito interessante e de uma estética esplêndida, que me atrai. Gostava de conhecer mais, de ver muito mais e, sobretudo, de ir lá e "estar" lá.
Cá em casa, adoptámos a Shantala, porque é muito prazeirosa e porque resulta como um tranquillizante mágico, integrando-a na nossa rotina, de resto, perfeitamente portuguesa...